Meu dia com Avril Lavigne

Abri os olhos bem devagar pra ter certeza que tudo não passava de mais um sonho maluco da minha cabeça.

Ela continuava lá. Agora ela estava bem perto de mim. Tão perto que eu podia sentir a sua respiração. Mas não, não podia ser real.

Avril Lavigne não estava sentada na minha cama, olhando com aqueles lindos olhos verdes exclusivamente para mim, ainda mais no meu quarto.

 – Você está se sentindo bem? – A garota dos meus sonhos diz dando uma piscadela e se afastando do meu rosto.

– Você? Eu morri? – Digo completamente confuso.

– Haha, acho que não. O tombo foi feio! Você desmaiou quando me viu! – Ela deu aquela risadinha irresistível (como na música What the Hell).

Levantei-me e senti a minha cabeça dolorida (o que era estranho – se sentia dor em um sonho? – Só nos mais intensos talvez) – Tudo bem eu sei que tudo não se passa de um sonho e quando eu acordar de verdade você vai sumir e tudo isso não vai ter acontecido.

– Tudo bem. Acho que a pancada na cabeça foi forte. Isso não é um sonho. Eu entrei na sua casa e peço mil desculpas por isso. Não queria te fazer desmaiar e nem bater a cabeça. Apesar de que foi muito engraçado.

– Então não é um sonho? Porque A.V.R.I. L L.A.V.I.G.N.E. A cantora pop punk mais linda e perfeita da face da Terra entraria na minha casa? – completamente irônico.

– Porque havia milhares de fotógrafos e fãs me perseguindo e pneu do meu carro furou? – Ela diz.

– Ainda não acredito que você é você! Avril Lavigne não invadiria uma casa.

– Bem eu não invadi. Bati na porta e ninguém atendeu ai eu percebi que estava aberta e entrei. Pode me morder se você quiser. Sou eu a Avril Lavigne. A cantora. As outras coisas que você disse ficam por sua conta. – Ela estendeu o braço para que eu mordesse e eu não pensei duas vezes mordi e ela gritou (Ela deveria ter desaparecido – se fosse um sonho – mas ela não desapareceu.).

A marca dos meus dentes ficou vermelha na pele branca e macia de Avril. (Da mesma cor que do meu rosto quando descobri que estava realmente acordado).

– Uau – Eu digo ficando boquiaberto. – Avril!Me desculpa eu não queria te machucar.

– Ok, você não tem raiva? – Ela ri e eu também.

– Não, sou um cãozinho vacinado.

Nossos olhares se encontram.

Desfruto daquele sorriso encantador que faz meu coração acelerar e meu corpo ferver. Ela desvia o olhar e eu continuo olhando-a como uma estátua paralisada.

– Bem você podia me ajudar com o carro? Não que eu não queira ficar. É que hoje tem a estreia do meu novo clipe no Ellen as oito e tenho que chegar antes e resolver um monte de complicações, cabelo. Maquiagem, etc…

– Eu sei. – Levanto e abro meu quarda-roupa e pego uma caixa.

-O que é isso? – Ela diz curiosa.

– Parece uma caixa, mas na realidade é aqui que eu guardo as coisas mais valiosas que eu tenho.

Abro a caixa enquanto ela não entende nada e retiro um guardanapo velho.

– Esse é um autografo que você me deu há uns três anos atrás no lançamento do The Best damn thing, no meio do show.

– Não acredito que você estava lá! – E sorriu novamente me fazendo quase enfartar.

– Estava sim e você me viu claro que você não lembra. Mas eu estive lá e em quase todos os seus outros shows desde o inicio da sua carreira. Viajei até o Brasil uma vez só pra te ver e foi o mais inesquecível.

– Eu me lembro do show no Brasil, inesquecível. Todos dizem que eu só gosto dos japoneses mais na verdade quem eu amo são os brasileiros. Eles são os meus fãs mais calorosos. Me sinto horrível por ter ido uma vez só paro Brasil. Fico muito honrada de saber que você também é meu fã, qual seu nome? – Avril diz e coloca sua mão sob a minha.

– Dave. – Digo sem jeito.

– Dave, prazer em conhecê-lo.

– O prazer é todo meu. – Fico bobo.

– Bom você podia me emprestar o telefone? Preciso ligar pra que alguém venha buscar o carro e me buscar também.

– Ah sim, claro.

Entrego o celular para ela. Saio do quarto e me troco no banheiro enquanto ela fala com alguém.

Volto para o quarto e ela esta lá, sentada na minha cama com as pernas cruzadas.

– Eu sei que você já me ajudou demais me deixando entrar na sua casa, aliás, eu entrei sem pedir mesmo e me emprestou o telefone. O reboque já esta á caminho, mas ninguém pode vir me buscar.

Abri um pouco a boca. Ela queria que eu a levasse? No meu fusca velho?

– Você poderia me levar? – Aham ela queria que eu a levasse.

– Bom eu não tenho uma Ferrari, mas tenho um fusca. Se você não se importar eu te levo, mas antes preciso conferir se está tudo bem no meu trabalho, você topa?

– Você ainda pergunta? É claro que sim.

Liguei o radio do Fusca velho vermelho 1985 e adivinha o que tocava? What the hell.

Avril sorriu pra mim e mudou a estação de radio para uma onde estava tocando se eu não me engano Rihanna

– Porque mudou? Eu adoro essa sua musica. – Digo arqueando as sobrancelhas.

– É que eu a ouço tanto que quando não estou cantando eu prefiro ouvir outra voz a não ser a minha e eu adoro essa musica Only girl da Rihanna.

Ela começa a cantar bem baixinho a musica, começo a cantar junto e de repente estávamos nós dois cantando!

Chegando ao Parque Avril parecia não acreditar que eu trabalhava em uma equipe de pára-quedas.

– Não acredito que você trabalha em um lugar incrível desses!

– Cada dia é uma experiência inovadora. – Eu digo sorrindo pra ela e abrindo a porta do fusca para ela descer.

Caminhando até a rampa Avril parecia deslumbra.

– Eu quero pular! Me deixa?

– Sim é claro! Mas e o programa?

– Ainda tenho algumas horas.

Avril Lavigne queria pular de pára-quedas comigo e não podia negar.

Dei as instruções e logo estávamos no ar.

Decolamos.

Avril continuava incrível com o macacão rosa que eu tinha lhe dado para a queda livre.

Mike o motorista do helicóptero deu ok e nós dois pulamos juntos. Avril e eu. – Meu sonho e eu sozinhos no meio do meio do céu.

Nossos rostos se aproximaram um ao outro e o beijo com que eu sonhara a vida toda aconteceu (não aconteceu, mas pra mim era como se os lábios macios dela estivesse encontrado os meus e nos beijados no ar).

****

-Foi a melhor experiência que eu tive na minha vida Dave. Não sei como agradecer. – Já a caminho do estúdio ela disse soltando aquele sorriso e me dando um beijo na minha bochecha.

Passei a mão em meu rosto e apenas fiz que sim com a cabeça e continuei olhando pra frente. Não deixaria que ela visse a cara de bobo com que eu estava.

Meu coração doeu quando estacionei na frente dos estúdios onde o programa Ellen seria gravado.

– Chegamos. – Ela diz.

– Chegamos. – Eu digo meio desanimado.

– Obrigado por tudo Dave. Passei as melhores horas da minha vida hoje.

– Eu é que passei as melhores horas da minha vida hoje. – Olhei pra ela.

– Tenho que ir.

– Eu te amo. – Digo de repente.

Ela fica meio que paralisada.

– Eu gostei de você Dave. Toma aqui tem meu telefone. – Ela me entrega um cartão. – Me liga e a gente combina de jantar essa semana.

Não acreditei naquilo que estava ouvindo.

Guardei o cartão no bolso e sai do carro. Abri a porta do passageiro.

Com um beijo na testa ela se despediu.

Entrei no carro novamente, liguei o radio e sai estrada a fora ao som  de Runaway…

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