Prévia do Primeiro Capítulo…

Quer sentir o gostinho do livro ? Leia um trecho do primeiro capítulo !

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Entro no prédio da MANNEQUIM.
Uma garota, que mais parecia uma atriz de cinema tipo
Angelina Jolie do que uma simples recepcionista, está vestida
com um conjunto de saia e terninho preto com o mesmo M da
fachada, atrás de um luxuoso balcão com bordas – pelo visto,
de ouro.
— Em que posso ajudá-la? – disse a recepcionista; percebi
através do crachá, que se chamava Emme.
— Sou uma das fi nalistas do concurso, queria saber
onde é o workshop. – perguntei.
— Está atrasada. O workshop já começou e está acontecendo
no auditório a sua direita. – diz nada simpática.
— Ok.
— Onde está a sua credencial?
— Na bolsa.
— Coloque-a.
Reviro a bolsa procurando a bendita credencial enquanto
Emme me sonda com um olhar estressado. Sinto algo gelado
em minhas costas e me viro ao mesmo tempo em que acho a
credencial.
O que Stacy fazia ali? – Penso.
— Oops! Caiu! – Stacy diz ao jogar o resto do suco de
framboesa na frente da minha blusa branca preferida.
— Olha o que você fez? Você acabou com a minha blusa!
Eu tenho um workshop pra ir, ruiva dos infernos.
— Engraçado… Eu também. Mas parece que só uma
de nós vai comparecer. A gente se vê por aí. – Stacy diz e sai
rebolando.
Eu não podia deixar a vagabunda da Stacy me passar
a perna. Joguei a credencial na recepcionista e segui em frente
toda molhada. Paro diante da porta para abri-la, e ela se abre
sozinha.
Esbarrei-me em pares de olhos azuis escuros como uma
noite de chuva forte; olhavam confusos pra mim. Noah Macnoy
estava parado na minha frente e eu, como uma idiota, paro
também.
— Você não vai entrar? – Noah diz com um sorriso
brando nos lábios.
— Entrar?
— Na reunião. Você é uma das selecionadas do concurso
não é?
— Ah sim. Meu nome é Anne Sophie Wood.
— Bom, você deve saber quem sou eu. – Disse sorrindo.
Como se eu não soubesse quem ele de fato era! Não era
difícil reconhecer aquele rosto da última edição da Vogue, ou
daquele comercial esquisito sobre os desprazeres de ser um fumante.
– Que estranhamente ele se mostrara bem conhecido.
— Noah Macnoy… É eu sei; bom eu tenho que entrar.
– Desvio meu olhar do seu peitoral absurdamente definido
(que poderia ser visto através de sua camiseta colada) e me aproximo
da porta.
— A gente se vê por ai. – dizendo isso, Noah quase me
beija na boca por engano e depois sai.
Parecia impossível, mas eu tinha acabado de falar com
ninguém menos que Noah Macnoy. O modelo mais quente,
lindo e insuportável da Mannequim! E além de todo aquele
corpo sarado e moreno, os olhos profundamente azuis, e o cabelo
maravilhoso; desfiado e arrepiado, ainda tinha a atenuante
do melhor perfume que eu havia sentido na vida, e claro, parecia
ser fofo, ao contrário do que eu pensava! — Deixei Noah ir
e entrei no auditório. Lotado! Havia muita gente. Eram tantos
flashes que eu estava quase ficando cega. Sentei na cadeira reservada
com meu nome; ninguém olhava em minha cara, até que
a garota sentada ao meu lado começou a chorar, e meu celular,
passou a tocar fazendo com que todos nos encarassem.
— Por que você não atendeu? – disse a garota ainda
chorando. Ela tinha a aparência de uma morta viva, seus olhos
no fundo denunciavam que não dormia há dias.
— Era o Jim. Ele vai ligar de volta, pode acreditar. –
digo em um sorriso. — Porque você está chorando? – Reviro
minha bolsa, encontro um pacotinho de lenços e a entrego.
— Meu namorado disse que se eu participasse desse
concurso tudo estaria acabado entre nós, e eu vim. – Ela limpa
os olhos delicadamente.
— Ele deveria estar feliz por você ter conseguido essa
grande chance. – Solto um sorriso de compaixão.
— Eu nunca quis ser uma grande modelo, a não ser
pela minha mãe que quando mais nova não teve a chance de ser
uma, e agora quer ver o seu sonho realizado em mim.
Por mais que meus pais não tenham sido um exemplo,
nunca me obrigaram a seguir uma carreira que eu não queria e
sempre me apoiavam em todas as minhas aventuras, e mesmo
que eles estejam longe nesse momento acredito que ficariam felizes
em descobrir que estou em um concurso de modelo. E não
pelo fato do glamour ou a perspectiva imposta, mas sim porque
eu quis me dar essa chance.
— Mas… — Não completei, pois a coordenadora do
concurso pediu silêncio e claro assenti. No fundo, Stacy riu, e se
não fosse pelo concurso, juro que quebraria a cara plastificada
daquela garota ali mesmo!
— Espero que não tenhamos problemas de disciplina…

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